domingo, 18 de julho de 2010

Quando a fotografia desafia a gravidade



Existe um “modismo” na fotografia que tem pipocado na internet e todo
mundo que trabalha ou pratica fotografia como hobby tem experimentado,
se trata de fotos que desafiam a gravidade. Duas das técnicas exploradas
consistem em ter uma câmera ultra-rápida, capaz de congelar uma imagem
em movimento com perfeição, ou então mudar o ângulo da fotografia, de
forma a enganar o cérebro para fazê-lo pensar que a foto foi feita mesmo
no ar.

Alguns dos mestres destas técnicas são: DENIS DARZACQ, IVO MAYR,
JULIA FULLERTON-BATTEN, LI WEI, LISSY ELLE, NAM, ROMAIN LAURENT, MISS
ANIELA, TOBY BURROWS, MOHAMMED AMINE NASSERI e MAGDA KLUKOWSKI, com
trabalhos incríveis que você pode conferir na galeria abaixo:












Quanto vale uma fotografia?


COM CERTEZA, MUITO MAIS  QUE O SIMPLES CUSTO DE APERTAR UM BOTÃO!!!

Hoje em dia, nas reuniões sociais é muito comum encontrar nas bolsas das mulheres uma câmera digital compacta com ótima resolução e que automaticamente num simples apertar o botão como num passe de mágica registra uma linda fotografia! CORRETO? ABSOLUTAMENTE CORRETO!

É por ESTE mesmo MOTIVO que muitas pessoas estranhem que um fotógrafo queira cobrar para fotografar.

Parece que rola uma idéia comum de que se é só apertar um botão”, porque cobrar?’ Ou talvez por este mesmo motivo que algumas pessoas com uma máquina sintam-se grandes fotógrafos.

Apertar um botão é fácil, muito fácil. Mas para fazer uma boa fotografia são necessárias muitas outras coisas além de um simples e rápido aperto de botão.  Pra começa a Fotografia vai muito além de composição.

Porque NÃO? Simplesmente porquê o quê você paga para um fotógrafo profissional está 99,9% conectado com custo de equipamentos, tempo de trabalho, knowhow, reputação, visão artística e olhar cultural.

Hoje em dia para se tornar um fotógrafo profissional além da vontade de aprender e começar qualquer curso ou faculdade de fotografia, é necessário INVESTIMENTO. Investimento no mínimo de R$ 10.000 para começar a pensar em um bom curso de fotografia. Para ter idéia, um fotógrafo profissional de aniversário infantil precisa de NO MÍNIMO 5 equipamentos essenciais.  E para facilitar, conto os quais eu recomendo.

-       Câmera SEMI-Profissional digital reflex – a partir de U$ 974.95

-       Objetiva, a partir de U$ 399.95

-       Flash U$ 500

-       Computador com gravador de DVD – U$999

-       Software U$ 299

Sem contar as taxas de embarque, fee, pilhas recarregáveis, baterias reservas, bolsa para carregar os equipamentos, rebatedores, filtros…

Depois do investimento em equipamentos é necessário aprender utilizá-los. CLARO!

E um bom curso intensivo completo para a formação de um fotografo profissional custa a partir de R$ 2.500… Para saber sobre ponto de ouro, regras dos terços, balanço de branco, ISO, Velocidade, Abertura, Cortina, Obturador e muito, mas, muito mais!

Equipamento e curso é garantia de uma BELA fotografia  feita no modo manual? ABSOLUTAMENTE, NÃO!

O que falta?

Falta tempo… Tempo e muita dedicação.

Se tratando de uma pessoa persistente, perfeccionista, detalhista e curiosa poderá obter sucesso em suas fotografias mais rápido, isso é fato!

Para valorizar o trabalho de um fotógrafo é necessário conhecer os bastidores da produção fotográfica e saber quanto tempo se investe nesta produção.

Para conseguir entender melhor todos esses valores… Descrevo algumas etapas para a realização de uma cobertura fotográfica de Casamento – Apenas Fotografias – Sem vídeo!

3 horas – pré booking, reuniões, telefonema, emails, contratos…

30 minutos – reunião com equipe para acertar os detalhes da nossa atuação no evento

60 minutos – preparar equipamentos, checar tudo!

2 horas – fotografando making of + vestido, convite, perfume, jóias, sapatos…

12 horas – cobertura do casamento (chegar na igreja, preparar equipamento, cerimônia, ir para o buffet, festa, depois de tudo fazer backup em HD externo na própria recepção).

2 horas – fazer segundo backup no studio e checar arquivos.

2 horas – primeira revisão das imagens

5 horas – edição, pós processamento com ajustes técnicos

10 horas – ajuste fino, tratamentos no Ligthroom e Photoshop nas imagens mais interessantes ou as que precisam deste ajuste.

3 horas – separando as fotografias por pastas para entregar ao cliente tudo separadinho. Bouquet, Véu, Retratos, Pista…

10 horas – design do album ou foto-livro

5 horas – ajustes de design do livro

2 horas – embalagens, envio de livro, pedido, recebimento, conferências.

Portanto, são mais de 70 horas de trabalhoInvestidos em uma única noiva!

Ainda não falei de custos de material, impressão dos álbuns e foto-livros, assistentes e fotógrafos extras no casamento.

Se tratando de fotografias em estúdio, deparamos com uma vasta gama de equipamentos específicos e acrescentamos mais conhecimentos para utilizá-los, funcionários do estúdio, custo fixo da empresa, etc…

Perguntinha básica…

Uma linda fotografia torna a pessoa que apertou o botão em um grande fotógrafo(a)?

ABSOLUTAMENTE NÃO!

Para ser um bom fotógrafo profissional é necessário saber de todos esses assuntos, lidar com o cliente, com atraso de fornecedores, ter jogo de cintura, ser honesto, sincero, saber lidar com imprevistos… Tem que possuir inteligência emocional, um olhar cultural.

É necessário tudo isso é mais um pouco. Além de um certo investimento no próprio business e um punhado de sorte para ser reconhecido.

Assista o vídeo… Serviços x Clientes:





Relação Cliente Fornecedor no mundo real: legendado em português BR

Organização, profissionalismo e Ética na Fotografia


Parte 03 – Ética


Como eu havia prometido, é hora de falar mais a fundo sobre a ética. Esta sempre foi uma questão importante na fotografia, mas em tempos de internet, quando a imagem pode ser facilmente compartilhada, a relevância da ética se multiplica. O que vem complicar ainda mais o tema é a manipulação ou adulteração da imagem, que sempre existiu, mas tem ganho em facilidade e qualidade na era digital.


O que é ética?
Ética é um conceito grego que significa ser bom. Simples assim. Por isso na fotografia significa respeito à todos os envolvidos na produção das imagens e muito cuidado com o que você deve fazer para conseguir a foto. Nem tudo é valido por uma boa imagem.


Por que ser ético?
Primeiro para não ser processado. Segundo para transmitir seriedade e conseguir novas oportunidades e serviços. Por fim porque amanha pode ser você do outro lado. Aquela velha frase “não faça aos outros o que você não quer que façam à você” é totalmente válida.


E como ser um fotógrafo ético?
Conheça e respeite a legislação sobre direitos autorais, uso de imagem, etc. Faça tudo com as devidas autorizações, de modelos, locações, etc. Se você vai fotografar de forma amadora, andando pelas ruas por exemplo, pergunte às pessoas se elas aceitam ser fotografadas. Autorização verbal pode ser o suficiente em trabalhos amadores. Tente também não expor pessoas a constrangimento, mesmo que elas mereçam isso, como no caso de infratores de trânsito.


Acima de tudo isso tente sempre pensar no significado da sua fotografia para a sociedade, se você está contribuindo ao menos um pouco para uma convivência melhor entre as pessoas.


Sei que isso pode parecer ideal demais, difícil até, porém é o correto e devemos tentar nos aproximar do ideal sempre.


Comunicação via internet
Cuidado, fotos colocadas na internet ou mesmo enviadas por email podem acabar sendo vista por um número enorme de pessoas.


Manipulação
A fotografia sempre foi manipulada. A simples escolha do momento e do ângulo para se fotografar uma cena é uma manipulação, assim como a escolha do equipamento e sua regulagem. Em todas as etapas da fotografia, mesmo na analógica, sempre houve manipulação. Toda fotografia é uma série de escolhas, decisões, manipulações. Nenhuma imagem é a verdade pois mesmo sem adulterações no computador ou no laboratório ela não passa de um instante registrado sobre uma superfície bidimensional, apenas uma parcela da realidade que por sua vez está no tempo e no espaço, e ademais já passou.


Por isso não vamos apedrejar os programas de edição de imagens. O problema das imagens adulteradas é quando estas são mentiras, ou seja, trazem uma informação supostamente verdadeira e não é. Em fotografias de cunho artístico, por exemplo, a manipulação é parte do processo e o artista apenas apresenta o resultado final de seu trabalho, não devendo ser julgado pelo meio técnico usado para chegar a ele.


Enfim, a ética na fotografia é uma escolha, a escolha de uma trajetória positiva e de respeito. Não é preciso ser radical, acredito que ao termos a ética sempre em mente, buscando fazer nossos trabalhos, profissionais ou amadores, sempre da melhor forma, estaremos contribuindo para um relacionamento melhor entre as pessoas.


Continuem fotografando!




O mundo numa visão pop


Fotografou já Madonna, David Bowie, Elton John ou  Paris Hilton. Como Andy Warhol, que admirava, reflecte um interesse pelo universo das estrelas e famosos. Através suas imagens acaba contudo a reflectir sobre o mundo real

Num texto que encontramos no site oficial do fotógrafo, David LaChapelle explica que sempre usou o seu trabalho como "um meio para tentar compreender o mundo e o paradoxo que é a minha vida". Acrescenta ainda que "há uma sensação de que vivemos num precipício" e confessa esperar que através das "narrativas" que conta nas suas imagens possa entrar em contacto com as pessoas "abordando as mesmas ideias ou questões que possivelmente também as desafiam". Questões que, como ali refere ainda, passam pela vida num tempo de precariedade, a devastação ambiental, a instabilidade económica, as "guerras religiosas" ou o consumo excessivo que coexiste com uma pobreza extrema. As imagens talvez falem por si... Mas, convenhamos, as palavras do fotógrafo sublinham um quadro de reflexões que nelas encontra, mesmo resultando de um trabalho de elaborada encenação, um reflexo do mundo real em que hoje vivemos.

Anos de trabalho permitiram a David LaChapelle atingir o patamar em que hoje vive a sua obra, o relacionamento com as estrelas que convoca às imagens e a aclamação generalizada que dele fazem um dos mais célebres e bem-sucedidos fotógrafos da sua geração. Nascido em 1963, em Farfield, no Conneticutt, David LaChapelle tinha seis anos quando tirou a sua primeira fotografia. Como modelo teve não mais senão a sua mãe, Helga, em bikini e vermelho e de copo de Martini na mão, em tempo de férias em Porto Rico. Sem ainda o imaginar, acabara de encontrar um rumo...

Já com uma preparação técnica, que trabalhou entre estudos na North Carolina School of Arts e na School of Visual Arts em Nova Iorque, conheceu em Andy Warhol o seu primeiro entusiasta. Trabalhava então na mítica discoteca Studio 54 quando Warhol o conheceu, convidando-o a trabalhar para a revista Interview. O currículo começou a ganhar forma, com o tempo abarcando ainda trabalhos para a Rolling Stone, Vogue ou a Vanity Fair. Como Warhol, partilhou desde cedo um interesse pela cultura pop e pelo apelo e glamour do star system. E frente às suas câmaras passaram, ao longo dos anos, nomes tão diversos quanto os de Madonna, David Bowie, Eminem, Jeff Koons, Britney Spears ou, mais recentemente Lady Gaga.

Expõe em nome próprio desde 1984. Publicou já vários livros. Assinou a realização de telediscos para nomes como Elton John ou Moby. E realizou em 2005 o documentário Rize, sobre uma forma de dança ligada à street culture. A sua obra documenta as obsessões e compulsões da América, através do excesso procurando, no fundo, reflectir sobre a realidade.






Capa de disco pode custar milhões aos Vampire Weekend


Segundo Kirsten, cuja foto foi tirade em 1983, afirma que não fazia a menor ideia de que a imagem seria usada na capa do disco até a banda ter começado a promover o registo, em Novembro do ano passado.

A modelo refere que a banda terá obtido uma autorização para o uso da imagem de um fotógrafo chamado Tod Brody. O problema é que, segundo afirma Kirsten, a sua assinatura na autorização foi falsificada.

A modelo culpa a banda por não ter verificado a legitimidade do formulário de autorização e exige aos Vampire Weekend e ao fotógrafo uma indemnização de mais de dois milhões de dólares.

Os Vampire Weekend actuam este sábado no festival Super Bock Super Rock, no Meco.