quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Como usar um enquadramento apertado para dar mais ênfase à fotografia

Enquadramentos apertado


O enquadramento da fotografia é muito importante, e um bom enquadramento apertado conferirá à fotografia uma sensação de infinito. Quer seja se fotografe já num enquadramento apertado ou se faça posteriormente o crop da imagem (cortar uma determinada parte, re-enquadrando a fotografia) poderá trazer uma nova dimensão à fotografia. Imagine que tira uma fotografia a uma paisagem, posteriormente ao observar a imagem pode constatar que existe um enquadramento mais apertado que dê ênfase a um detalhe do qual não se apercebeu.
Ao pegar num detalhe da fotografia e enquadrar esse detalhe para obter uma nova fotografia, alcançará uma nova perspetiva. Vamos analisar, por exemplo, uma fotografia a um arranha-céus. Nesta fotografia, vê-se o final do prédio.
No enquadramento seguinte - um mais apertado - do mesmo objeto, onde se usa o zoom, ou um cropping posterior, criou-se uma fotografia completamente distinta, devido à sua sensação de infinitude. O segundo enquadramento faz com que apenas o padrão tenha relevo, não se percebendo onde começa e onde termina o arranha-céus.
Limitar um padrão a uma determinada área, e posicionar a câmara num determinado ângulo evitando a linha do horizonte, e enchendo o enquadramento com o objeto, significa uma fotografia em plano apertado.

Por exemplo, nas fotografias seguintes, embora ambas tenham uma pessoa no meio de um campo de flores, na segunda imagem, onde o enquadramento é mais apertado, não se sabe onde começa ou termina o campo de flores. Desta forma, na segunda fotografia a sensação de uma imensidão de flores, dá a quem contempla a fotografia uma sensação de infinitude, permitindo que a mente divague entre onde começa e termina a fotografia.
Este tipo de enquadramento pode ser aplicado a inúmeras situações, e lembre-se que com esta técnica basta evitar colocar horizontes ou referências que permitam limitar a dimensão da fotografia.

Este texto foi aqui colocado pelo Fotógrafo João Cristina, nos termos de um projecto de pesquisa efectuada para o desenvolvimento do seu Site de Fotografia, http://www.cortefocal.com


A respeito do Fotógrafo:
João Cristina é um fotógrafo várias vezes premiado. O seu trabalho é reconhecido pela sua qualidade e originalidade. A reportagem social, o casamento, a moda são algumas das áreas que gosta de explorar. O seu estilo único cria imagens que nos surpreendem pelo seu brilho e, muitas vezes, pela sua ousadia.

Como usar as linhas verticais na composição de uma fotografia

As linhas verticais na composição de uma fotografia são excelentes para dar caráter e criar uma afirmação. Acima de tudo, as linhas verticais criam força, basta imaginar uma fotografia de arranha-céus ou um horizonte de troncos de árvores.

Como dar ênfase às linhas verticais

Se pretende dar ênfase às linhas horizontais, como a famosa linha do horizonte, é necessário usar a fotografia horizontal, pegando na câmara fotográfica na horizontal. Então o que fazer com as linhas verticais? É simples: fotografar na vertical, pegando na câmara na vertical, criando um enquadramento também vertical. Este formato cria drama, pois dá ênfase à altura, aproveitando a direitura das linhas verticais.

Como obter o drama das linhas verticais numa fotografia horizontal

Nem tudo tem de ser feito pelas regras, e também é possível enquadrar um objeto vertical na horizontal, dando uma sensação de que a imagem não consegue contê-lo, especialmente se as linhas verticais forem bastante fortes.

Nesta situação é muito importante manter as linhas verticais alinhadas ao máximo com os lados da imagem. Nem sempre isto é possível de fazer, caso esteja a fotografar o objeto de baixo para cima, e este comece a estreitar para cima, como no caso dos arranha-céus. Porém, para colmatar este problema deve tentar manter o centro o mais reto possível. 

Use a regra dos terços

Para que a fotografia tenha uma boa composição, não se esqueça de usar a regra dos terços dividindo a imagem a meio de forma eficaz. Poderá usar este truque para obter um impacto maior, pois conseguirá fragmentar a imagem de forma eficaz.

Crie impacto

Para obter uma imagem com mais impacto, verifique se as linhas verticais formam algum tipo de padrão. Se conseguir que este padrão vertical contraste com outro tipo de imagens com geometrias distintas, e com direções diferentes, obterá certamente uma boa fotografia.

Este texto foi aqui colocado pelo Fotógrafo João Cristina, nos termos de um projecto de pesquisa efectuada para o desenvolvimento do seu Site de Fotografia, http://www.cortefocal.com


A respeito do Fotógrafo:
João Cristina é um fotógrafo várias vezes premiado. O seu trabalho é reconhecido pela sua qualidade e originalidade. A reportagem social, o casamento, a moda são algumas das áreas que gosta de explorar. O seu estilo único cria imagens que nos surpreendem pelo seu brilho e, muitas vezes, pela sua ousadia.

Como escolher a melhor câmara fotográfica digital SLR

Sabe qual é a melhor câmara fotográfica digital? É a que tirar fotografias que de facto goste. Muitas das vezes, as câmaras digitais na sua base são muito semelhantes, variando um detalhe ou outro. Por isso, para escolher a melhor máquina digital, terá de perceber para que é que a vai usar e como é que a pretende usar.

Escolha o seu tipo de fotografia

Antes de começar, deve escolher o seu tipo de fotografia. Ficam aqui diversos tipos de fotografias, para selecionar o tipo de fotografia com que mais se identifica. Adicionalmente, pode escolher mais um ou dois estilos, mas não assuma que os vai praticar todos, porque realisticamente isso acabará por não acontecer. Desta forma, conseguirá ter uma noção para o que pretende a sua câmara fotográfica. No final poderá associar o seu tipo de fotografia ao tipo de câmara fotográfica.

Desporto e ação

Se tem crianças que gosta de fotografar, animais, se gosta de um determinado desporto, corridas de automóveis, ou qualquer coisa que não se mantenha estática e que requeira ação, então este pode ser o seu tipo de fotografia.
Desporto e ação 

Retrato

Se gosta de fotografar pessoas, nomeadamente rostos, expressões, captar a emoção de um olhar, então este será certamente o seu estilo dominante de fotografia.
Retrato 

Paisagem

Se prefere imaginar-se quer na natureza urbana, quer na natureza selvagem a fotografar belas paisagens; se não gosta de interagir com pessoas para as fotografar, a beleza da paisagem será o grande foco da sua fotografia.
Paisagem

Macro

Se prefere fotografar detalhes, se gosta de ver as fotografias de peças de arte dos museus que visitou nas férias, se gosta de fotografar insetos, plantas, fotografar comida, enfim, pormenores, a fotografia macro é a sua fotografia.
Macro


Fotografias noturnas ou com pouca iluminação

Se pretende fotografar em ambientes interiores ou exteriores com luz mais difusa, como por exemplo os néones de uma cidade cosmopolita, as luzes da torre Eiffel, um quadro num museu, este é o seu estilo de fotografia.
Fotografias noturnas

Viagens

Se gosta de viajar e transportar a sua câmara fotográfica consigo para todo o lado, então terá de considerar adquirir uma câmara leve e de pequenas dimensões, porque andar horas com uma câmara às costas pode ser muito cansativo.
Viagens

Festas e família

Se maioritariamente pretende fotografar as festas de aniversário, o jantar da família, o dia de Natal, oanimal doméstico em casa, o seu bebé, deve prever que vai tirar fotografias alioritariamente dentro de casa.
Festas e família

Momentos

Se pretende organizar saídas fotográficas com amigos, captar momentos instantâneos que significam algo e que podem ser relembrados com emoção; se gosta de esperar por aquele momento especial que sente que vai captar como ninguém, saiba que a velocidade é essencial, para conseguir reagir a tempo e captar a fotografia desejada.
Momentos

Fotografia de estúdio

A fotografia de estúdio quer seja de objetos ou pessoas, é bem preparada, encenada, tudo pensado ao mínimo detalhe, e se é o que pretende fazer, deverá considerar adicionalmente a iluminação correta para o fazer, e não só apenas a câmara fotográfica.
Fotografia de estúdio

Aprenda os termos técnicos

Para conseguir pesquisar uma câmara fotográfica, é necessário aprender os termos técnicos que a acompanham, para saber que características procurar e como conseguir comparar as câmaras e selecionar uma de acordo com o objetivo que pretende.

Câmara Digital SLR

É natural que as câmaras fotográficas compactas sejam mais vulgares, mas as câmaras digitais SLR tornaram-se comuns e desde há alguns anos para cá qualquer pessoa pode ter uma, deixando de ser exclusivas dos profissionais. Hoje em dia, as câmaras digitais SLR já apresentam bons preços, e quem quer mais da fotografia, ou quem quer fotografar pensa em comprar uma câmara destas em vez de uma compacta.
Uma câmara DSLR significa Digital Single Lens Reflex (Câmara Reflex Monobjetiva Digital). Com este tipo de câmara fotográfica pode mudar a lente de acordo com o tipo de fotografia que pretende obter. Tem sensores muito maiores que produzem fotografias de alta qualidade, tem também a capacidade de fotografar instantaneamente quase sem delay e também pode obter uma fotografia exatamente igual ao que a lente vê. A maioria das DSLRs também possui uma função que permite uma pré-visualização precisa da profundidade de campo. Uma câmara DSLR pode tirar fotografias diversas, sendo muito mais versátil que uma câmara compacta.

Anatomia e funcionamento de uma câmara digital SLR

A câmara fotográfica reflex tem um sistema de captação de imagem distinto de uma câmara compacta, e quase que se pode dizer que o que se vê pelo visor da câmara é o que se obtém.
Para obter uma fotografia, a câmara DSLR deixa que o visor utilize o sistema ótico principal: a luz que entra na câmara é refletida num espelho, que por si a reflete num ecrã de focagem; a luz passa pelo ecrã de focagem e entra num bloco de vidro chamado um pentaprisma; por fim o pentaprisma reflete a imagem para que a possa ver no visor. 

Quando tira uma fotografia, o espelho inclina para cima e o obturador abre, expondo o sensor a uma determinada quantidade de luz.
Assim sendo, para compor uma fotografia basta olhar pelo visor, compor e focar a imagem ajustando o focus.
No entanto, o que se vê pelo visor do pentaprisma nem sempre é exatamente o que se obtém. Assim, antes de comprar a câmara fotográfica deve informar-se acerca da cobertura e da luminosidade. Muitos dos visores das câmaras DSLR apenas mostram 95% da imagem (fator crop) que é captada pelo sensor (cobertura); no entanto, isto não é extremamente importante.
Os visores também variam na luminosidade, e quanto mais luminosidade tiverem, mais fácil é de usar o focus manual, pois mais facilmente se aperceberá de todos os detalhes do que está a ver.  

Lentes

Uma das grandes características de uma câmara digital é ter lentes amovíveis para mudar de acordo com o tipo de fotografia e condições disponíveis para obter uma fotografia. Não caia no erro de pensar que a capacidade de tirar fotografias depende exclusivamente da câmara, grande parte da fotografia depende do tipo de lente usada. A lente tem uma grande importância na cor da fotografia, no contraste, na claridade, e na perspetiva. Por esta perspetiva, deve adequar o tipo de fotografia que pretende, como retrato, paisagem, etc., ao tipo de lentes; pois não é razoável pensar que vai ter de comprar todo o tipo de lentes para fotografar todo o tipo de situações. Uma das grandes vantagens de uma câmara digital SLR é o facto de poder ir mudando as lentes e não ter de mudar a câmara.

O que saber acerca dos termos fotográficos

Megapixeis: quantos mais megapixéis uma câmara tiver, mais detalhe obterá e mais conseguirá ampliar a imagem.
ISO: o ISO é fundamental para conseguir fotografar com pouca luz e sem o uso do flash. Porém, quanto mais alto colocar o ISO, menor a qualidade da imagem, ou seja, a imagem fica com mais grão (ruído).
Live view (LCD): o sistema live view permite fazer a composição da fotografia usando o LCD da câmara em vez do visor.
Controlo do pó/poeira: se verificar que aparecem pequenos pontos negros na fotografia, isso pode ser pó que está pousado na lente. Os sistemas de controlo de poeira tentam prevenir e eliminar este problema.

Estabilizador da imagem: existem dois tipos de estabilizador: o da câmara e o da lente. O estabilizador da imagem ajuda a imagem a não ficar desfocada devido ao movimento.

Autofocus: o sistema de auto-focagem pode ter de 3 a 9 pontos focais. Mas mais importante do que o número de pontos focais é a precisão do sistema.
Faixa dinâmica (alcance dinâmico): como uma câmara não consegue captar os detalhes de uma cena - com um grande contraste - da mesma forma que um olho humano, quanto mais alta a faixa dinâmica (HDR), maior a possibilidade de obter um bom contraste. Uma alta faixa dinâmica capta mais contraste do que uma exposição única, combinando os melhores detalhes de altas luzes de uma foto e o melhor detalhe da sombra.
Factor Crop ou Cobertura do Sensor: a maior parte das vezes a imagem que se vê no visor é apenas 95% da fotografia total. O sensor digital da câmara é mais pequeno do que uma película de filme 35 mm, por isso, apenas uma parte da imagem que passa pela lente é capturada.
Disparo contínuo (Continuous Mode): a drive de velocidade permite tirar diversas fotografias em disparo contínuo numa rápida sucessão. Usualmente são X frames por segundo (fps), ou disparos por segundo. No geral, quanto maior a velocidade, melhor.



JPG e RAW: o formato JPG é o mais fácil de usar, permite fotografar mais quantidade de fotografias, sendo mais fáceis de enviar, visualizar; o formato RAW é melhor para trabalhar posteriormente a fotografia.
Buffer (Memória Intermédia): depois de captada, a imagem é transferida para um armazenamento temporário (memória intermédia) chamada memória buffer. O tamanho da memória intermédia é importante, pois diz quantas imagens podem ser obtidas em sucessão. Se a câmara tiver uma memória intermédia pequena terá de esperar um pouco mais até poder tirar mais uma série de fotografias
Formato: inicialmente a maioria dos fotogramas era quadrado, ou seja, 1:1, atualmente o formato mais comum é de 16:9. Existem formatos mais adequados para determinadas fotografias. Uma paisagem, por exemplo, costuma exigir formatos como o 16:9. Para um retrato, é preferível formatos quadrados como o 1:1 ou o 3:4.

O que procurar numa câmara digital SLR de acordo com o estilo fotográfico

Desporto e Ação:

  • Velocidade alta de disparo contínuo
  • Grande memória intermédia
  • Multi-pontos focais rápidos

Retrato

  • Estabilizador de imagem
  • Live view (LCD)
  • Bom controlo de cor de tons de pele

Paisagem

  • Estabilizador de imagem
  • Formato dinâmico
  • Alcance dinâmico alargado
  • Controlo de poeiras
  • Controlo de cor – especialmente os verdes

Macro

  • Estabilizador de imagem
  • Live view (LCD)
  • Lente macro

Noturna

  • Estabilizador de imagem
  • ISO alto com baixo ruído
  • Redução de ruído para uma velocidade de obturação lenta
  • Controlo remoto

Viagem

  • Estabilizador de imagem
  • Pequena dimensão e leveza
  • Alcance dinâmico alargado

Festas e família

  • Estabilizador de imagem
  • ISO alto com baixo ruído
  • Opção de flash externo

Momentos

  • Multi-pontos focais autofocus rápidos

Fotografia de estúdio

  • Live view (LCD)
  • Compatibilidade com acessórios de iluminação

Como comparar

Para comprar uma câmara, pode comparar diversas câmaras pelas suas características. Basta selecionar um modelo e compará-lo com outros.
Preço: o preço usualmente é um fator determinante na compra de uma câmara fotográfica, por isso pode a partir desta premissa excluir à partida algumas opções.
Megapixéis: hoje em dia as câmaras fotográficas vêm com píxeis suficientes para obter formatos ou crops bastantes bons, mas se pretender fazer tamanhos publicitários como outdoors, o ideal é optar por uma câmara com um grande nível de megapixéis.
Rating: o que os outros dizem acerca da câmara é muito importante, por isso verifique os ratings em sites da especialidade ou por exemplo na Amazon.
Tamanho e peso: se não pretende uma câmara muito pesada, ou pretende usá-la maioritariamente em viagens, opte por uma câmara mais pequena e leve.
Características: muitas câmaras vêm com características como a possibilidade de filmarem em HD, se valorizar este tipo de extras, então terá de procurar por eles.
Para começar, basicamente isto é tudo que tem de saber para iniciar a demanda pela sua câmara digital SLR. Não procure a melhor, porque a melhor câmara digital é um conceito relativo, procure a melhor para si, porque as necessidades de cada pessoa são diferentes, por isso, reflita maioritariamente para que vai necessitar da sua câmara e depois disso, comece a sua pesquisa e comparação, e por fim, boas fotografias!

Este texto foi aqui colocado pelo Fotógrafo João Cristina, nos termos de um projecto de pesquisa efectuada para o desenvolvimento do seu Site de Fotografia, http://www.cortefocal.com


A respeito do Fotógrafo:
João Cristina é um fotógrafo várias vezes premiado. O seu trabalho é reconhecido pela sua qualidade e originalidade. A reportagem social, o casamento, a moda são algumas das áreas que gosta de explorar. O seu estilo único cria imagens que nos surpreendem pelo seu brilho e, muitas vezes, pela sua ousadia.






segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O Facebook pelos olhos de Phillip Maisel.

Imagens, imagens, imagens. O olhar de cada um de nós é bombardeado, sem cessar, pela panóplia de imagens com que o quotidiano é construído. Seja em publicidade pela rua, na televisão ou no computador, temos acesso a tantas fotografias e imagens que perdemos a capacidade de as processar na íntegra. Phillip Maisel, fotógrafo conceptual, entrou nos álbuns fotográficos do Facebook e apresenta-nos uma perspectiva diferente daquela a que estamos habituados…
Facebook Phillip Maisel
Se abrir um qualquer álbum de imagens do Facebook e passar incessantemente as fotografias à sua frente, o que obtém? Talvez um borrão de momentos especiais e outros quotidianos. Um borrão de pessoas, locais e memórias. Esta foi a experiência feita pelo fotógrafo conceptual Phillip Maisel que, após ver fotografias seguidas de mais e mais fotografias, ficou fascinado pela velocidade com que é possível visualizar milhares de imagens através do Facebook.
Desta conclusão resultou o trabalho fotográfico “A more open space” ("um espaço mais aberto", em português), intitulado a partir de uma citação do criador do Facebook, Mark Zuckerberg. Ao todo, vinte imagens são o efeito da sobreposição múltipla de vinte álbuns de imagens no Facebook. As imagens obtidas, sobrepostas e indefinidas, mostram-nos vidas que não são as nossas e que até já poderiam ter passado pelos nossos olhos, à velocidade de um relâmpago.
«Esta é a minha perspectiva sobre a reacção que tive a este afluxo maciço de fotos que todos vivemos hoje em dia», explica Maisel. O trabalho reflecte, à vez, o próprio processo humano de processamento das imagens com que se depara, mas também questiona as noções de privacidade e as fronteiras entre o que pertence à esfera do íntimo e o que deve ser mostrado na esfera pública.
Facebook Phillip Maisel
Facebook Phillip Maisel
Além de espicaçar o lado curioso e voyeur de cada um de nós, as fotografias das redes sociais, muitas vezes desprotegidas dos olhares anónimos, são a porta de entrada para mundos íntimos e familiares aos quais não pertencemos. Pelo menos antes do mundo da Internet nos ter feito entrar nestas vidas, quase de forma legítima.
O próprio Maisel reconhece que não sabe bem qual a opinião que tem sobre a privacidade e a Internet, apesar do fascínio que a questão lhe suscita. «Cada vez que encontro as fotografias de férias de um estranho no Facebook ou fotografias de um bebé colocadas por um pai que nunca conheci fico um pouco admirado de ter acesso a momentos tão íntimos e privados sem que haja um mínimo esforço da minha parte», comenta.
Facebook Phillip Maisel
Para fazer este trabalho, Maisel utilizou a técnica fotográfica de longa-exposição perante um ecrã de computador onde corriam, em contínuo, fotografias de álbuns do Facebook. Cada imagem obtida tem o nome do álbum do Facebook que lhe deu origem. O artista usou os seus próprios álbuns digitais, assim como os de amigos e de perfeitos estranhos. Como inspiração, Maisel aponta o trabalho de Idris Khan e Jon Rafman que lhe fizeram pensar, respectivamente, na compressão do tempo numa só imagem e nas potencialidades da Internet como fonte de material criativo.
Facebook Phillip Maisel
A mancha de diferentes fotografias e, por consequência, de diferentes vidas é também um novo olhar perante a realidade do mundo digital e das recordações efémeras. Quando parte da nossa vida é construída no ecrã do computador, o que acontece quando a máquina é desligada ou quando a conta do Facebook deixar de ser usada? Perdemos uma parte de nós?
E o que acontece ao borrão de fotografias das férias daquela tia (que não vemos pessoalmente há anos) que fizemos correr no ecrã em meros segundos? Será que as esqueceremos no meio do turbilhão contemporâneo de imagens ou ficarão guardadas, num cantinho da memória, longe de um qualquer botão “Off”?
Mais sobre este projecto no site de Phillip Maisel.
Facebook Phillip Maisel

As fotografias de Casamento nunca mais foram as mesmas.

Caroline Ghetes é uma fotógrafa de casamentos e noivados, mas a sua objectiva captura estes momentos como poucos são capazes. Em vez das convencionais imagens a que estamos habituados nestes eventos, as fotografias de Ghetes têm uma verdadeira personalidade.

Caroline Ghetes casamento marriage
Há sete anos, Caroline Ghetes ainda não era fotógrafa. Esta norte-americana da Carolina do Norte descobriu a sua paixão pelo meio quando em 2004 acompanhou a cunhada numa sessão fotográfica de um casamento. Era apenas a assistente mas, a partir daí, nunca mais deixou a objectiva. Quando mostrou pela primeira vez um slideshow de imagens a uma noiva e esta começou a chorar de emoção, Ghetes soube que tinha encontrado a sua carreira.
Pouco tempo depois deste episódio, Ghetes lançou o seu próprio website e estas imagens são o resultado. Trabalhando como freelancer, ela atende pedidos que vêm de todo o mundo para fotografar casamentos, noivados e batismos, entre outros eventos especiais. Mas estas fotografias não são como as convencionais a que estamos habituados nestes momentos: elas têm personalidade e transpiram vida. Assumindo-se uma romântica incurável, ela documenta o dia mais importante na vida dos seus clientes oferecendo-lhes memórias únicas.
Caroline Ghetes casamento marriage
Caroline Ghetes tem uma metodologia. Antes de qualquer sessão, tem um encontro com os noivos para tentar perceber que tipo de fotografias seriam ideais e para os conhecer melhor. Como se conheceram, quais são os pratos preferidos, as músicas, os filmes, como foi o pedido de casamento, qual foi a coisa mais louca que fizeram, etc.. Só depois deste questionário informal é que Caroline expõe algumas ideias acerca do que quer fazer para descobrir quanto pode arriscar: cada cliente tem determinadas expectativas que têm de coincidir com o seu conceito artístico.
No dia D usa sempre câmaras digitais, com um olho atento a tudo o que a rodeia. Nenhum momento especial pode ser perdido, especialmente num casamento onde tanta coisa está a acontecer ao mesmo tempo. É também marcada uma sessão fotográfica mais criativa apenas com os noivos e, nestas imagens, Ghetes admite uma aproximação a pintores surrealistas, especialmente René Magritte.
Cada sessão custa entre 4200 a 9000 dólares e como a fotógrafa é religiosa, 10% dos seus lucros são doados à Igreja. Apaixonada pela cerimónia matrimonial, no seu website dá também conselhos para este dia e deixa um aviso para todos aqueles que já são marido e mulher: nunca deixem de namorar, não importa há quanto tempo estejam juntos!
Caroline Ghetes casamento marriage
Caroline Ghetes casamento marriage
Caroline Ghetes casamento marriage
Mais trabalhos no site de Caroline Ghetes.